A Água

 

 

     A população tinha muita dificuldade em abastecer-se da água que necessitava, pois tinha que a ir buscar à Fonte da Vila (bastante longe na altura) - à “Fonte do Poço” ou à “Fonte Férrea”. Mas, como conseguir uma rede de distribuição ao domicílio? Teria que ser a vontade política a determiná-lo, e o acaso favoreceu os desejos locais.

     Era Governador Civil em Portalegre um amigo de estudo do Dr. Azevedo que aqui exercia medicina. Era, pois, ali que estava a chave da questão, e se bem se pensou, melhor se fez. Os nove automóveis que na altura cá havia com a população a acompanhá-los até à saída povoação, lá foram a caminho de Portalegre numa viagem que era então de dois dias já que não havia caminhos em condições. E em 1935 começavam as obras, que em 1936 eram inauguradas.

     O abastecimento foi feito às duas principais ruas, hoje chamadas do Comércio e da Misericórdia, com extensões ao marco que ainda hoje está no “Cantinho do Céu”, e aos chafarizes junto ao jardim e à Capela de S. Sebastião.
     Mas o facto de Montargil ter água canalizada antes de Ponte de Sôr criou um problema político que levou à demissão de todo o elenco camarário.

     Ao que dizem, a vila-séde não teria tanta necessidade, já que tinha uma fonte à entrada e em cada quintal se abria um furo que dava logo água, mas no ano seguinte lá tinham também a sua rede domiciliária.

 

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