Rancho Folclórico

 

     O Rancho Folclórico de Montargil,  foi o primeiro grupo que constitui o GPM, tem neste momento em funcionamento as Escolas de Folclore, o Rancho Infantil e o Rancho Adulto, num total de cerca de 80 elementos.

 

     Como em anos anteriores, nenhum dos componentes do Rancho Folclórico de Montargil receberá um cêntimo, pagando ainda do seu bolso as despesas de alimentação quando em trânsito. È também importante chamar a atenção para o facto de muitos dos mesmos se deslocarem de propósito a Montargil (despesas suportados pelos próprios) para que se possa assegurar os compromissos assumidos.

     Quanto aos objetivos, continuam a ser os mesmos, ou seja, solidificar ainda mais a “representatividade” do grupo, e ao mesmo tempo manter as “escolas” em atividade e apresentar iniciativas que venham ainda mais valorizar a nossa Tradição (Usos e Costumes), apresentando quadros do quotidiano de então.

     A primeira atuação foi em 16 de Abril de 1970.

     

 

 

     No ponto onde o Alentejo e o Ribatejo se encontram fica MONTARGIL cujo folclore, (cuja cultura tradicional) na opinião do Sociólogo e Historiador José Salvado Travassos é ”a junção da alma alentejana com a charneca ribatejana.” Juntemos-lhe entretanto uma pitada de algarvio (tiradores de cortiça) e de beirão (“ratinhos” em tempo de ceifa) e fica, em minha opinião o retrato certo.

 

 

     É um folclore bonito, onde a par das modas que puxam à elegância, outras há que impõem um maior ritmo, sendo ainda de referir que é significativo que aqui se tenham fixado como representativos “modas” como “as saias” a mais tradicional das “modas“ do Alto Alentejo; o “corridinho” centralizado no Algarve e aqui introduzido pelos tiradores de cortiça vindos de Monchique e S. Braz de Alportel e o “fandango” a caracterizar a zona de transição em que nos inserimos, sendo  entretanto as “chotiças” das suas mais marcantes “peças”.

     Para além do espectáculo que sem deixar de se “mostra” é de agrado certo, há a referir que tudo assenta numa cuidada pesquisa que coloca o grupo entre os mais “representativos“ do país, não só no que canta e no que baila e como baila, como ainda no que traja.


     Aqui há uns anos já, o investigador Jorge Dias dizia-nos que “temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo para que os nossos netos, vivendo embora num Portugal diferente do nosso, se conservem tão portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou”. Ora, para cumprir esse apelo que é afinal um dever nosso, por mais representativo que seja, um grupo de folclore tem que realizar um trabalho mais profundo. E é esse imperativo que nos levou a dar corpo a uma outra faceta, a de Núcleo Inperpretativo de Etnografia e Folclore, tendo já gravado em vídeo fainas como a “apanha da azeitona” e a “matança do porco” e apresentado ao vivo ”a taberna do antigamente”.

 

 

     Acontecendo que folclore não é apenas trajar, cantar e bailar, mas todas as vivências e tantas elas são, uma actuação  de um grupo de folclore como tem de ser, nem retratar o bailarico de outros tempos consegue.

 

NOTA FINAL

 

    Para além dos Festivais e das Festas das Escolas de Folclore, organiza outros eventos como o “Mercado à Moda Antiga” e “Encontros de Cantadores de Saias”. Aliás e dando-lhe maior amplitude  e aproveitando todas as suas potencialidades, o ”Grupo de Cantador de Saias” que mais não é do que a “tocata” do Rancho e sem

sair do respectivo âmbito vai transformar-se no “Cancioneiro de Montargil”.

 
 
 
 
 

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